Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

apenas esperando por você

[suspiro profundo]
paro, penso... brisa fria que entra pela fresta da porta.

[suspiro profundo]

me pergunto coisas que nunca, ninguém, responderá; penso na solidão desse quarto 3 por 2.
penso em minha solidão. brisa fria não descansa.

penso no passado, agora eu sei porque não deu certo... fui fácil demais, presente demais, sonhei demais, criei
expectativas inexistente; fui bobo, fraco, carente, cai.

... e outra vez me levanto, como sempre vou fazer.
desejo;

quero alguém pra sentar no parque e comer
doritos, conversar deitado no colo, alguém que me busque no trabalho, que me fale com foi seu dia, que me faça cafuné.
quero alguém pra eu dedicar aquela roupa mais bonita, o perfume mais agradavél, fazer a barba, me sentir bonito.
quero alguém pra assistir filme numa tarde fria - o que não é
difícil em Curitiba -, caminhar sem rumo, beber café e falar do céu, falar da Bahia... só falar. escutar.

quero discutir livros, mostrar aquela banda legal, aquela música que marcou, aquele filme bom.
dançar na balada, dançar colado, beber cerveja e
transar de porre. sorrir.

sonho... ele ainda não tem face - ainda -, mas ele está por ai,
circulado de pessoas erradas, me esperando. ele vai ser o melhor, porque eu sou o melhor.

e quando eu disser: "por onde você esteve?" ele vai me responder: "apenas esperando por você!"

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

ele está de volta...

estou [re]começando meu blog sobre moda, não deixe de conferir!

Domingo, 5 de Julho de 2009

[ selo ]

o Fábio me passou um selo que me deixou bem feliz. o selo de chama: "esse blog dava um livro", porque tem historias, de tão boas, virariam livros ótimos!

olha que chic! imagina se alguém teria coragem de comprar um livro com minhas histórias, mas enfim... valeu, fábio.

e como selo, lá vem aquelas malditas regras... e esse não escapa, eis:

o selo vem com duas perguntas, que devem ser respondidas.

1. qual é o seu livro favorito?
2. se você estivesse lançando um livro, qual seria, o nome da obra, e a história?

vamos lá...

1. aii, tantos. desde "reinações de narizinho", que ganhei de meu pai aos nove nunca mais parei, mas "o senhor dos anéis" de j.r.r tolkien e a sério do "guia do mochileiro das galaxias" de douglas adams são as obras máximas pra mim.

2. então, não vou mentir que já tive o devaneio, só devaneio mesmo, de que esse blog, um dia, quem sabe, podesse virar um livro, acho que o titulo séria o mesmo do blog: "vou te contar..."

é isso...

p.s: fábio não deixa clara uma regra para passar o selo para outras pessoas, MAS eu me sinto no dever de dizer alguns blogs que adoro ler que deveria virar livro, eis...

- mulher comum
- loser baby
- g clichê
- ontem à noite
- a casa das sete 'micheles'
- iemai


Domingo, 28 de Junho de 2009

história 181: confiei nos emos, quase morri

era mais um domingo nublado em curitiba. eu estava de folga, isso significava que eu poderia ir no museu oscar niemeyer, me jogar no gramado a tarde inteira, mas ninguém queria ou podia ir comigo e eis que eu descobri o que a palavra "solidão" significava. e mesmo sozinho decidi ir para o tal museu, me jogar no tal gramado.

se tem uma coisa no mundo que eu odeio é semáforo, pior ainda quando é semáforo de cruzamento e mais ainda do que qualquer outro semáforo no meu mundo conhecido, o que eu mais odeio com o fundo de minha alma, são os semáforos que ficam em frente ao shopping müller, lá centro. eu fico todo confuso, porque o sinal fica vermelho, tudo mundo atravessa, fica verde o povo pra, fica verde de novo o povo vai, gente vem, vermelho para, gente vai, verde pra ou vem... é um inferno! e nesse domingo nublado, lá vou eu atravessar a porcaria do semáforo do shopping müller, estava vermelho, parei. três emos ao meu lado [dois meninos e uma menina] e o sinal fechado, olho para um lado da rua nenhum carro, olho pra os que tinham estavam parados... os emos resolveram atravessar a rua, eu caio na besteira de confiar nas criaturas e vou junto, os carros começa a se mover em nossa direção, os emos correram para alcançar a calçada e não. eu olhei para a direita, meus olhos ofuscaram o farol do carro que estava por vim, pensei: "fodeu! vou morrer agora..." movido por uma força do além dei dois passos para trás e o carro passou ao meu lado, por poucos centímetros eu não morri. ufa!

e de hoje em diante eu digo: gente, não confie nos emos muito menos em semáforos. oh, racinhas traiçoeira, vou te contar...

eu olho para meu celular,

desejo fortemente que ele toque, vibre e que tenha aquele número conhecido no display, mas ele permanece cruelmente silencioso e imóvel.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

em curitiba...

... falar sobre o tempo, nunca vai ser um assunto descarado para tentar puxar conversa com o gatinho sentado ao seu lado na sala de espera. aqui as pessoas realmente falam sobre o tempo e pior, se orgulham de sua inconstância, fato que me irrita constantemente.

Sábado, 20 de Junho de 2009

história 180: o pit bull blasé

uma das coisas que eu mais gosto de fazer em curitiba é me jogar no gramado do museu oscar niemeyer e ficar a tarde inteira só observando as pessoas e suas vidas de comercial de margarina.

mas nessa tarde particular eu estava acompanhado de uma galera muito legal. tinhamos acabado com dois litros de tequila e algumas [muitas] cervejas. já era noite. may e eu estava sentados bem juntos, loucos do edi, conversando, detalhe, em inglês, observando todos os outros mais loucos do que nós. eis que ouvimos um som de passos, muitos passos vindo ao nosso encontro. eu me aproximei de may mais ainda, ele grudou em meu braço, olhamos para trás e nada mais, nada menos do que um pit bull enfurecido vinha em nossa direção, correndo feito louco. "morri", foi a única coisa que consegui pensar.

may começou a gritar, eu entrei no embalo e gritei também, mesmo sabendo que isso não ia resultar em nada. e as outras pessoas? nem perceberam o que estava havendo conosco.
nós loucos por causa da cachaça, o pit bull correndo loucamente para nos matar, may gritando louca, eu gritando mais louco ainda, gente louca desmaiada no chão, gente conversando alto feito loucos, o pit bull correndo [muito louco], nós gritando mais ainda. sim, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo - uma loucura.

de repente, quando estavamos certos que o bicho estava próximo e que as mordidas iam começar a qualquer minutos, nada aconteceu. é, nada aconteceu. frustrante, não é?! tipo, você espera altas mordidas, arranhões, mais mordidas - não estou bem certo se cachorros podem fazer mais do que morder e arranhar -, mas nada acontece, frustante, para dizer o mínimo.

eu olhei pra trás e vi o pit bull parado, nos olhando, com uma inacreditável cara blasé, depois, como se nada tivesse acontecido, o que não deixa de ser uma verdade, já que que ele não nos atacou, o cachorro filho da puta, com a maior calma do mundo, virou as costas e foi embora.

- o que aconteceu? - may, perguntou.
- ele foi embora... - eu respondi, frustrado.
- ele quem? o que era aquilo mesmo?

como assim? ela ia morrer e nem sabia do que seria. ôh, pessoa privilegiada, vou te contar...